É ruim demais amar um
alimento e não poder comê-lo porque ele provoca em você algum tipo de reação
alérgica. Mas por que algumas pessoas desenvolvem alergias alimentares e outras
não?
A
alergia alimentar nada mais é, que uma reação adversa a
determinado alimento. O processo alérgico envolve um mecanismo
imunológico, com sintomas variados e manifestações clínicas, que podem surgir
na pele, como uma coceira, no sistema gastrointestinal, como uma diarreia e por
aí vai.
A
alergia alimentar resulta de uma resposta exagerada do próprio organismo a uma
determinada substância presente nos alimentos.
A
alergia alimentar afeta cerca de 2,5% da população adulta mundial [1],
e esses dados vêm aumentando com o consumo cada vez maior de alimentos processados.
Intolerância
é a mesma coisa que alergia?
Não. Na alergia
ocorre o envolvimento de mecanismos imunológicos (ativação de anticorpos), já a
intolerância é uma resposta anormal à um alimento ou aditivo e
nesse caso, não há envolvimento de mecanismos imunológicos (liberação de
anticorpos, histamina...).
Basicamente,
na intolerância, a pessoa até consegue tolerar baixas
quantidades daquele alimento ou aditivo, na alergia não!
Intolerância
à lactose é uma reação alérgica?
Não.
A intolerância à lactose é considerada uma desordem metabólica e acontece em vários graus. No
intestino delgado de pessoas saudáveis, existe uma enzima chamada lactase,
responsável pela digestão da lactose (açúcar do leite), onde esse açúcar será
quebrado e digerido normalmente. A intolerância à lactose, por sua vez é uma
condição na qual existe uma deficiência de lactase, quando o intestino deixa de
produzir a quantidade necessária dessa enzima, e assim a capacidade de digerir
a lactose é comprometida.
O leite de vaca é uma mistura de mais
de 20 componentes. A alergia ao leite está implicada às proteínas presentes em
sua composição (caseína, alfa-lactoalbumina e a beta-lactoglobulina). Essa é
uma alergia quase que exclusiva de bebês em fase de amamentação e de crianças
na primeira infância, onde o uso abusivo do leite de vaca como substituto para
o leite materno pode ser um agente contribuinte para o desenvolvimento dessa
alergia. [1]
Quais
os fatores que podem determinar uma alergia alimentar?
A
grande influência para esses casos é a predisposição genética. Estudos indicam
que de 50% a 70% dos pacientes com Alergia Alimentar possuem histórico familiar
de alergia. E se o pai e a mãe apresentam alergia, a probabilidade de terem
filhos alérgicos aumenta para 75%!
Já
ouviu falar em Síndrome de Alergia Oral?
É uma manifestação de alergia alimentar
que ocorre após o contato de determinados alimentos com a boca, podendo causar
coceira e inchaço nos lábios e no céu da boca. Ela acomete principalmente
pessoas com alergia à polen, sendo os alimentos frequentemente envolvidos:
melão, melancia, banana, maçã, pêssego, amêndoa, avelã, dentre outros.
Como
tratar a Alergia Alimentar?
Ainda
não existe um remédio específico para prevenir a alergia alimentar. Recebendo o
diagnóstico, o médico determinará medicamentos específicos para cada
tratamento, sendo super importante evitar novos contatos com o alimento
causador da alergia.
Tenho
uma alergia alimentar, será que algum dia poderei voltar a comer os alimentos
aos quais sou alérgico?
É
bastante comum crianças de 3 a 5 anos desenvolverem alergia a algum
alimento (ovo, leite de vaca, trigo e soja), porém, a partir dos 6
anos, aproximadamente 85% delas perdem a sensibilidade à maioria dos
alimentos. Já a sensibilidade ao amendoim, nozes, peixe e camarão raramente
desaparecem.
É
comprovado cientificamente que o aleitamento materno por no mínimo 6 meses
ajuda na construção do sistema imunológico do bebê, aumentando sua imunidade e
diminuindo as chances de ele ser um adulto cheio de alergias.
Como
são muitos fatores envolvidos nos processos alérgicos, vale ressaltar a
importância de se consumir cada vez menos alimentos industrializados,
principalmente os ultraprocessados, por conterem vários componentes
alergênicos.
Crianças
e adultos com alergia podem ter uma vida absolutamente normal, bastando seguir
a dieta recomendada pelo médico/nutricionista e entender o problema em questão
para fazer as substituições alimentares adequadas. Para as crianças, o cuidado
deve ser redobrado. É importante que a escola, os familiares, os amigos, ou
seja, todos que convivem com a criança saibam das restrições alimentares.
Para saber mais
acesse:
Referências:
[1] Artigo 1




















