O carboidrato é um macronutriente muito importante, principalmente, quando o relacionamos à prática de atividade física. Sua ingestão antes, durante (dependendo do treino) e após o exercício, exerce o papel de "combustível", melhorando o desempenho durante o exercício e recuperando as reservas
de glicogênio hepático e muscular após a atividade física.
Esses carboidratos tem a
capacidade de nos fornecer uma quantidade enorme de energia (glicose). Quando
consumimos alimentos muito calóricos, aumentamos nossos índices de insulina, isso pode trazer algumas
repercussões negativas, especialmente na duração da saciedade e maior chance de
acumular gordura.
E é essa capacidade de fornecer energia que chamamos de índice glicêmico.
Quando nos alimentamos e o corpo nota a presença de glicose no sangue,
ele secreta insulina – que tem o papel de colocar essa glicose dentro das
nossas células, afim de produzir energia.
O carboidrato presente nos alimentos pode ser classificado como “simples” ou “complexo”.
O carboidrato presente nos alimentos pode ser classificado como “simples” ou “complexo”.
O índice glicêmico (IG) descreve
a resposta da glicemia sanguínea após ingestão de um alimento contendo
carboidrato e compara com um alimento de referência que, em geral, é o pão
branco ou a glicose. Ele não leva em consideração a quantidade de alimento consumida.
Imagine a mesma quantidade de
dois alimentos, o X com baixo IG e o Y com alto IG. Considere que ambos os
alimentos são capazes de fornecer a mesma quantidade de energia. O IG seria um
indicativo da potência de cada alimento, em outras palavras, seu organismo
demoraria mais tempo pra absorver a energia do alimento X (baixa potência,
baixo IG), do que do alimento Y (alta potência, alto IG). Isso não torna um
melhor ou pior que o outro, mas pode servir como uma ferramenta para certos
tipos de treinos.
O IG dos alimentos são
classificados* em baixo (< 55), moderado (56 – 69) e elevado (> 70), ou
seja, quanto maior o IG, maior a capacidade daquele alimento de aumentar a
glicemia após seu consumo.
*esses valores podem variar de
acordo com a referência utilizada.
Uma variedade de fatores
intrínsecos e extrínsecos ao alimento pode determinar o seu impacto na glicemia
e, consequentemente, influenciar o seu IG. Como por exemplo a famosa batata
doce, utilizada devido ao seu baixo índice glicêmico, porém, marombas de
plantão, a forma de preparo influencia completamente a sua resposta
glicêmica. A batata doce cozida apresenta um baixo IG, enquanto a frita e
assada apresentam elevado IG.
Se você é praticante de atividade
física, talvez possa considerar algo sobre índice
glicêmico. Mas tudo depende da intensidade, tipo e regularidade. Agora, se você
está acima do peso e tem uma alimentação desregrada, provavelmente não precisa
se preocupar com o índice glicêmico, mas sim com uma alimentação mais saudável
e equilibrada.
Para saber mais sobre essa
ferramenta, consulte um nutricionista!
Mais detalhes acesse: http://www.glycemicindex.com/

