Existe muita gente defendendo o
óleo de coco como se ele fosse o salvador da pátria! Um milagre da natureza! Um
emagrecedor natural! Mas será que ele é tudo isso mesmo?
Bem, acho que sempre devemos ter
cuidado com essas notícias que surgem do nada, prometendo resolver todos os
nossos problemas nutricionais, principalmente quando se trata de um óleo.
Apesar dele ser natural, óleo é óleo e continua sendo uma gordura, independente
da fonte (coco, palma, linhaça...) e como qualquer gordura, quando consumida em
excesso, engorda.
Só para ter uma ideia, uma colher de sopa de óleo de coco contém 117 kcal e 13,6g de gordura, ou seja, mais quilocalorias que uma colher de manteiga ou azeite.
Os ácidos graxos de cadeia média são mais rapidamente absorvidos no intestino, sendo transportados pela veia porta para o fígado, onde são rapidamente oxidados, gerando energia.
Em relação à perda de peso, os estudos
com suplementos a base de óleo
de coco são extremamente escassos e
de baixo grau
de evidência.
Então, apesar das diversas
teorias positivas sobre o óleo de coco, os estudos ainda são escassos e
controversos. É importante ter em mente que a gordura saturada do óleo de coco,
mesmo que com melhor composição que outras fontes de gordura saturada, deve ter seu consumo restrito.
Vale lembrar que uma
alimentação equilibrada deve conter fontes de gordura sim, mas priorizando as
gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas, além de ser rica em fibras
solúveis, verduras, frutas e ômega-3.



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